quinta-feira, 7 de julho de 2005

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Martim Moniz pela liberdade



1. A Frente Nacional é um movimento de cidadãos não racista, cujos pilares da sua existência se apoiam “no orgulho por serem da raça branca” e na urgência de expulsar do país todas as restantes etnias. A Frente Nacional, constituída por cidadãos que já são portuguses-brancos “há mais de oitocentos anos”, anuncia (após um profundo trabalho de investigação científica) que os “únicos responsáveis pelo crescimento dos índices de criminalidade são os “pretos, os ciganos e os marroquinos” (curiosa a súbita ascensão de uma nacionalidade a raça). A Frente Nacional, não sendo racista nem xenófoba, manifesta-se hoje, dia 18 de Junho, nas ruas de Lisboa, “pela liberdade, contra os imigrantes e contra a criminalidade”, a qual, como afirmam, apenas visa prejudicar os brancos e da qual só estes são vitimados.
A Frente Nacional diz que isso se vê facilmente nas prisões portuguesas: estão povoadas de negros, ciganos, cartigineses… E brancos? Quase nem vê-los…
À festa junta-se o PNR (Partido Nacional Renovador) que pronto, nem comento.

2. Tenho mesmo que relembrar a esses senhores a cor das pessoas que integram os imigrantes num vergonhoso sistema de exploração de mão-de-obra? Tratá-los como bichos, não é crime? Tenho mesmo que referir a cor das redes organizadas de tráfico de droga, dos seus barões, que não tão poucas vezes se aproveitam desses impuros, desses não-portugueses de outras cores (obrigados a viver em condições miseráveis e, por força do contexto em que vivem, mais vulneráveis ao negócio) para encherem as gavetas de ouro e buzinarem nos seus popós novos? Não é crime? A cor já não conta?

3. E que Portugal é esse que querem resgatar com esse orgulho com mais de oitocentos anos? O medieval? O das repressivas conquistas coloniais? O de Salazar (sim eu sei que é este…)?
O Portugal profundo, apaixonado e livre não é de certeza. O Portugal de Carlos Paredes, de Sérgio Godinho, de Eugénio de Andrade, de Sophia, de José Afonso, de Amália Rodrigues… o Portugal de todos os que realmente deram alma ao “nosso sentir” não é de certeza. E, assim sendo, o que querem recuperar só pode ser o Portugal-nenhum.

4. A ousadia de denominar esta iniciativa, entre outras coisas que se ajustam melhor ao doentio perfil da Frente, como manifestação “pela liberdade” deixa-me absolutamente incrédulo. Há alturas em que tenho vergonha de ser humana. A nossa raça, a humana (única raça que realmente temos – depois há a raça leão, a raça elefante, a raça borboleta), precisa de quantos séculos mais para se autodestruir?Ou quantos milénios precisa mais para aprender a importância de se pôr em prática valores como liberdade e tolerância?

Sábado, 18 de Junho de 2005 - a quente.

sábado, 21 de maio de 2005

A Igreja e o Mundo



A Igreja Católica é, como todos sabem, uma Instituição. Assenta na Fé dos homens que dela fazem parte (ou, numa perspectiva mais ecuménica, na Fé dos homens que a constituem).
Como instituição que é, tem as suas próprias regras, os seus próprios preceitos (e não preconceitos, como o Sílvio gostaria de lhes chamar). Ninguém é forçado, na actualidade, a fazer parte da Igreja, nem a partilhar os seus ideais. E aqui reside o busílis da questão: até que ponto pessoas que não fazem parte da instituição Igreja Católica se podem imiscuir no seu cerne e na sua conduta?
Não me apetecendo redigir, mais uma vez (de entre muitas), um longo texto sobre o tema, limito-me, a partir daqui, a transcrever aquilo que publiquei no Respublica, ainda ontem:

"FÉ (II) O post anterior, do Filipe, surge na altura exacta, quando todos tentam teorizar acerca da Igreja "Instituição" (mormente os que dela não fazem parte) e ninguém se lembra que a Igreja é, precisamente, isso: Fé. E haverá maior pureza do que essa Fé inquestionável que as "velhinhas beatas" ostentam? Não estão a agredir ninguém, não estão a pedir a ninguém que as acompanhe - estão, tão somente, a agir de acordo com aquilo que são os seus ideais (goste-se, ou não). É interessante, aliás, reflectir sobre este ponto: quando colocamos em causa os ideais de um partido, de uma organização não-governamental (vulgo ONG), de um clube de futebol (também os terá?), enfim, de uma outra qualquer instituição, a resposta, não argumentativa e anti-argumentatória é, invariavelmente, a de que, estando de fora, não nos devemos imiscuir em processos e ideologias internas. Porque insistem, então, os detentores de fés (por vezes bem absurdas) mais mundanas, em criticar, insistentemente, a Igreja Católica? Julgo dever deixar-se a discussão sobre a (não) evolução da Igreja para o foro interno da Instituição, para aqueles que dela fazem parte. Custa-me, aliás, que os arautos da Verdade critiquem, de forma insistente, uma Fé que, pelo menos, se mais não quiserem reconhecer, tem o seu valor histórico, e caiam no erro de defender fundamentalismos, como o islâmico, por exemplo - esse sim, desprovido de toda e qualquer hipótese de diálogo ou discussão, interna ou externa, acerca da sua descontextualização na sociedade global em que vivemos.
Deixem, pois, que a nossa Igreja Católica prossiga o seu caminho, que s discutamos, entre nós, sobre a sua necessária adaptação à evolução da sociedade. Deixem que as "velhinhas beatas" se martirizem, se assim o entenderem (e relembre-se, aqui, que a Igreja não tem orientações ideológicas nesse sentido), já que não passa de auto-flagelação (estará para vir o dia em que uma qualquer septuagenária, a caminho de Fátima, faça rebentar os explosivos que traz amarrados à roupa interior por sobre um qualquer grupo de esquerdistas radicais). Assim sendo, o espaço à discussão está aberto... entre nós.

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PS - Para que dúvidas não restem, não existe qualquer cegueira seguidista (gostei deste encadeamento de sons) entre nós. Muito pelo contrário, o Filipe Alves e eu, católicos convictos e assumidos, protagonizamos, não poucas vezes, acesos debates sobre o tema. Em suma: nós podemos."

sábado, 30 de abril de 2005

Ex Ratzinger, Agora Bento - é tudo uma questão de lumes, perdão!, de nomes....



Palavras breves estas que cuspo. Palavras orfãs, palavras que só queriam dizer uma pequena coisinha, insignificante quando comparada com as Estóicas (históricas) Cruzadas de Salvação corajosamente concretizadas pelos Magos do Vaticano. Palavras assim, palavras perdidas.
bla bla bla bla
O Cardeal Ratzinger era uma coisa, o novo Papa Bento é outra. A metamorfose dos pássaros, a força do Divino Espírito Santo prega destas partidas às pessoas...
bla bla bla
Não casem os homossexuais, mesmo que isso vos custe o emprego. A tolerância em chamas, bom senso da escola católica. Ainda digo mais, atirem-lhe pedras, machados afiados, cortem-lhes o pénis em tribunais ecunémicos segundo o prisma ratzingeriano, perdão, bentano. Porque fora dos muros do rebanho do catolicismo não há mundo, não há moral, nem mesmo dentro da própria lei espanhola que, coitada!, anda a sofrer diarreias imperiais de um governo quase-comunista.
bla bla bla
Queria agradecer a todos os jornalistas aqui presentes pelo magnífico trabalho efectuado. A bondade, a humildade dos cadeirões de ouro, os teólogos também choram. É tão bonito de ver tanta cegueira, é tão negro e bonito. Queria agradecer-vos, mas eu que saiba que vocês usam preservativo com as vossas devotas eposas. Ai de vocês!!
bla bla
Não é Ratzinger, é o Novo Papa Bento.
Olé!

segunda-feira, 4 de abril de 2005

João Paulo II e a sucessão



Ainda consternada com a morte do Papa, a população mundial prepara-se, agora, cumpridos que estejam os dias de exéquias fúnebres, para assistir à sucessão do Sumo Pontífice.

Seja ele quem for, a pesada herança de um excelente Papa, como foi João Paulo II, com toda a importância que teve, em determinados momentos históricos, na estruturação da geopolítica mundial, vai dificultar, certamente, a sua afirmação inicial.

Não obstante, os fiéis, segundo vários depoimentos que os media trouxeram até nós, aguardam com serenidade o resultado do conclave e congratulam-se com o final do sofrimento terreno de João Paulo II. Aguardemos, pois, serenamente...

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PS - Na morte, como na vida, o Sumo Pontífice voltou a unir todas as nações, com várias manifestações de pesar de todos os quadrantes políticos e religiosos. Na morte, como na vida, João Paulo II voltou a dar provas de, além de herdeiro de Pedro, ser também um excelente estadista, consensual, admirado por todos...

O Público já nos habituou à sua incontestável qualidade. Tudo sobre o Papa neste dossier.

sábado, 2 de abril de 2005

Humor não é isto...

Já há muito que o Barnabé nos vem habituando à sua falta de qualidade. Esquece-se, por vezes (ou talvez não), que está a publicar os seus disparates. Este, e outros que se lhe seguiram sobre o mesmo tema, ultrapassam todos os limites da decência. Ao contrário do que possa considerar, não é este tipo de humor que faz um blogue mais de esquerda ou o destaca no ataque cerrado à direita. Até porque isto não é Esquerda, isto é estupidez...

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PS - Estarei enganado, ou estes posts já tocam o ridículo por os autores estarem desesperados, a querer produzir texto em quantidade (e não qualidade) suficiente para publicarem segundo livro?...

quinta-feira, 31 de março de 2005

Ele há coisas que nunca mudam...



"Custa-me dizê-lo, mas é verdade: há pessoas que estão no partido, não por serem social-democratas, mas só para conseguirem lugares, e alguns deles revelam uma incompetência confrangedora. E se não conseguem o lugar que ambicionam na câmara ou na junta de freguesia oferecem-se, com todo o à-vontade, a outro partido. Há por aí muito oportunismo.
Há também no PSD casos de bunkers, em que os líderes locais procuram perpetuar-se, fechando o partido à entrada de novos militantes ou tentando «cortar a cabeça» àqueles que lhes possam fazer sombra."

As palavras são de Aníbal Cavaco Silva e foram escritas para a sua intervenção de abertura do Conselho Nacional do PSD de 18 de Novembro de 1989, embora não tenham chegado a ser proferidas.

Quase quinze anos depois, o cenário continua a repetir-se, interminavelmente, sempre que se avizinham eleições. Pior, quando o futuro do partido continua na base da incerteza por ainda necessitar sujeitar-se a eleições internas.

Está na hora da limpeza geral...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Peço milagres para dia 20: Caiam, anjos, caiam!

"O orador: - Dr. presidente! Que me não queiram persuadir que estou em casa de orates! Que é isto? Que bailar de ébrios é este em volta de Portugal moribundo? Como podem rir-se os enviados do povo, quando um enviado do povo exclama: Não tireis à Nação o que ela não vos pode dar, governos! Não espremais o úbere da vaca faminta, que ordenhareis sangue! Não queirais converter os clamores do povo em cantorias de teatro! Não vades pedir ao lavrador quebrado de trabalho os ratinhados cobres das suas economias para regalos da capital, enquanto ele se priva do apresigo de uma sardinha, porque não tem uma pojeia com que comprá-la."

Camilo Castelo Branco, A queda de uma anjo (1865)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

A quê cracia?



Assisti com bastante atenção ao primeiro (e único) frente a frente entre Sócrates e Santana. Vi todas as repetições, de todos os ângulos, nos vários canais. Li comentários, reacções, vi os meninos da JSD aos saltos com hinos de louvor ao seu consagrado líder, vi os senhores jornalistas a explicar quainhentas mil vezes aos senhores candidatos que não podiam interromper o adversário, vi os senhores candidatos e dizerem sim senhor já percebi e a cometer a mesma falta logo de seguida. Mas, acima de tudo, vi um grande vazio ideológico (de ideologia, de ideias, de idiotas). Vi um Portugal no presente e um Portugal do futuro próximo mergulhado nesse vazio. Um Portugal espremido até ao tutano por esta Ditadura Bi-partidária que o deixou magrinho. Um Portugal apenas com duas alternativas de poder que já provaram estar esgotadas e terem esgotado o sistemo democrático actual. Um PS e um PSD que pintam um Portugal cinzento. Um PS e um PSD fartos de governar. E um BE, uma CDU e um PP para cumprir calendário (porque não os deixamos ser mais nada) à espera do milagre das coligações. Vejo esta democracia a dizer "morri, mas não me deixam morrer". Vejo um voto em branco, apetece reler Saramago. Apetece-me gritar: "Leiam Saramago e os porquês da Lucidez!". Mas depois não grito, nem leio.
Mas... e a seguir à democracia vem o quê? Alerta vermelho de quem nada sabe: estamos a viver uma fase de transição extremamente perversa e imensuravelmente perigosa. Sublinhem os advérbios de modo para depois não dizerem que não avisei.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Só...

Saiu sem dizer nada, de mansinho
A porta ficou entreaberta, como que na esperança secreta de que alguém a seguisse
Muda, como sempre
Do princípio ao fim do constante sofrimento, não disse nada
Muda, como sempre
Fica a coragem de quem sofreu sem querer fazer sofrer e a admiração de tantos que, não a conhecendo, a conheceram tão bem
A efemeridade é isto
E só...

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

Um dia um Trono será vosso: o do ridículo

A questão tornou-se outra. Curiosa a metamorfose das palavras. Ou melhor, a capacidade que as palavras têm de metamorfosear as coisas. A questão tornou-se outra: extrapolou-se. Falava-se de um facto, discutia-se, as palavras não enganavam: Foi, ou não foi, ou terá sido. Dizia-se que não e que sim e porque isto mas não podem esquecer aquilo, emendava-se, refutava-se, ouvia-se, crescia-se. Mas agora não. Agora remonta-se a 1725 para justificar a queda de um mosquito em plena Avenida. As palavras e as ambições: fundidas. Explosivas, certamente. Porque não? Não, porque as coisas não foram essas. E já ninguém sabe do que se fala. É muito fácil confundir as ideias, as palavras (com outras) quando a ambição sobra e reclama por mais. E talvez por isso já nada se perceba do que se evita dizer. Atira-se a palavra lá para o meio da batalha e defende-se do ricochete. Duas regressam, multiplicadas por mais. Outras, sem nada para dizer, que não ficam sem resposta. Em que ano? Ontem. Foda-se, em que ano?!? 2004. E ficam todos por ali, incendiando uma discussão porque ninguém os ensinou a conversar. Extrapolou-se: já não se diz nada. E eu apenas isto: Não contem comigo para incêndios de nada.

sábado, 20 de novembro de 2004

O Aviso!

A idade, infelizmente, não perdoa. Todos vamos envelhecendo, a pouco e pouco, e os meus amigos são, inevitavelmente, uma excelente expressão disto. Um dos tiques da idade é o iniciar da aquisição de toda uma série de expressões, gestos, frases feitas. Uma delas é o típico "Eu bem avisei". É rude, mesquinho, pretencioso e, em boa verdade, desmotivador de diálogos.

Apetece-me citar (e posso fazê-lo, uma vez que este espaço apenas possui dois proprietários ou, numa expressão menos capitalista, moderadores) a Lei de Imprensa, cuja última revisão data de 13 de Janeiro de 1999. Em boa verdade, só me interessam, para o caso, não desfazendo, as alíneas 2 e 3 do 1º artigo: "2 - A liberdade de imprensa abrange o direito de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações. 3 - O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura."

A Associação Académica da Universidade do Minho (de ora em diante, se necessário, o que não me parece, referida como AAUM) segue, num regime hierárquico perfeito, todas as directivas governamentais, mormente as que aos órgãos de comunicação social se dirigem. (O meu objectivo, não alcançado por má escolha das palavras, era que esta frase se revestisse de uma ironia sagaz.) A AAUM (afinal, usei a sigla!) era proprietária de uma publicação semanal que, habitualmente, trabalhava numa relação de tu pagas a impressão e eu não falo mal de ti (onde é que eu já ouvi isto?). De vez em quando, lá surgia um maluquito (apesar de não parecer, não se pretende que este vocábulo seja insultuoso, discriminatório, mas sim, à sua maneira, um tanto ou quanto carinhoso) ou outro que, almejando demonstrar coragem, se virava ao dono (sempre adorei esta expressão que, por acaso, não é minha). (Reparem, agora, no encadeamento de sucessivas e requintadas metáforas:) Ora o dono, sentindo-se ultrajado, pegava num jornal e, à boa moda portuguesa, ia espancando docemente (é possível?) até conseguir o amestramento do(s) infractor(es). Como este processo não funcionasse, pasmo total, a AAUM (terceira vez) decidiu, pura e simplesmente, dissolver a redacção do periódico e, também à boa moda portuguesa, assumiu aquele ar meio afectado que eu costumo intitular de nós por cá, tudo bem.

A idade, de facto, vai avançando e eu começo, já em novo, a ter alguns tiques desse amadurecimento. Também já adquiri toda uma série de expressões, gestos, frases feitas. E já que disso falamos, apetece-me dizer (e, mais uma vez, posso): Eu bem avisei!

PS - Perdoem-me o regionalismo do tema apresentado mas, de vez em quando, dá-me para a felonia...

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Silêncio

Os meus silêncios mais valiosos ocorrem quando deixo falar quem sabe. Olhem só este Senhor:

"Quando bush fez o seu discurso visionário a anunciar que ia levar a democracia ao Médio Oriente, Yasser Arafat era já um líder democraticamente eleito, ao contrário do que sucede em quase todo o Médio Oriente. Foi imediatamente posto de lado. Decidiram que não o queriam, porque não fazia o que lhe diziam. É por isso que estavam encantados com Portugal e Espanha [digo eu: note-se: antes da Invasão ilegal de territórios iraquianos], mas não com a França e a Alemanha. No caso de Portugal, não conheço os números, mas sei que a maioria da população era contra a guerra. Em Espanha o Governo deu o seu apoio contra a esmagadora vontade da população. (...) Em França e na Alemanha agiram de acordo com a vontade das pessoas. Por isso, em relação a Arafat, se arranjarem alguém que permita a Israel ficar com a maioria dos territórios ocupados, muito bem. Será pura democracia."

Noam Chomsky, in Visão nº610



domingo, 31 de outubro de 2004

O Primeiro Post

verbeteiro, s. m. móvel onde se dispõem os verbetes; ficheiro.
verbetar, v. tr. registar em verbete; pôr em verbetes. (De verbete+ -ar).
verbete, s. m. papel avulso em que se regista um apontamento. (De verba+ -ete).

E assim, estupidamente, está publicado o primeiro post.